terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Dia 28 - Da praia para a selva

Dia 28 - em trânsito

Acordar cedo, acabar de fazer a mala e seguir sob aquele calor das 8 da manhã até ao centro de Mancora para apanharmos o colectivo para o aeroporto. Chegámos e já estavam 3 pessoas no carro à espera, com nós dois faria as 5 que o condutor precisava para seguir viagem! 30 soles foi o estrago. Não havendo espaço no porta bagagens, as nossas malas foram em cima do carro, sendo que apesar da nossa desconfiança tudo correu bem!


Passámos pela paisagem montanhosa e desértica a caminho de Talara até chegar ao aeroporto. Chegámos cedo, pelo que tivemos que esperar um bom bocado, e eu um bocado mais! O voo antes do nosso tinha sido cancelado, pelo que o nosso recebeu muitos passageiros extra e algum problema deve ter ocorrido no processo. Eu, outro estrangeiro, um casal peruano e outro casal peruano com 2 filhos pequenos fomos mandados esperar após o check in, visto não termos os lugares do avião confirmados. 

Primeira reacção pânico! Esperei cerca de uma hora, e já passava da hora de saída do voo e eu ainda à espera! E com voo de ligação à minha espera. 

Parece que os lugares escassearam e foram definidas prioridades: primeiro casais com filhos, depois casais, depois pessoas com voos de ligação e por fim os restantes. Eramos oito pessoas para sete lugares e eu mais uma vez fui o ultimo a embarcar!



Saí do balcão de check in, sem boarding pass, apenas com o número de assento que a senhora me disse: 12D em direcção à segurança, que já se encontrava fechada. A senhora que me fez o check in teve que lá ir dar a ordem para eu passar. Segurança passada era hora de embarcar! Mandaram me esperar, onde fiquei mais uns 10 minutos até me deixarem seguir para o avião. Já não havia autocarro para me levar, pelo que fui a pé até ao avião. Cheguei! O último novamente, e novamente com um lugar na saída de emergência, ou seja extra espaço para as pernas! Mas adivinhem lá... 12D estava ocupado! Mas tive o 12B que também serviu perfeitamente.

Chegado a Lima, e já conhecendo o mau sistema do aeroporto, e pior, não tendo o meu boarding pass tive que sair a correr do avião para fora das Chegadas, e sair mesmo do edifício para entrar no edifício ao lado, o das Partidas e fazer o check in! Segurança, porta de embarque e tal... tudo em menos de uma hora! Sucesso!

Mais hora e meia de viagem e estou na selva amazónica, estou em Iquitos, o calor e a humidade são brutais! Especialmente o calor... e a humidade! E o calor... ufff

Seguimos de tuktuk ou moto-taxi, como se chama por estas bandas até ao meu poiso para esta noite entre tráfego caótico e uma constante cheiro a borracha queimada por tudo quanto é lado! Pensei que me ia livrar da poeira de Mancora, mas aqui é uma contante também!

Fomos jantar a um restaurante com vária recomendações (Blanquita), onde jantámos bife de lagarto grelhado com uma espécie de croquete feito de banana e recheado de carne de porco frita (tacacho). Soube literalmente a frango e estava óptimo e em conta! Hei de lá voltar!



Caminhei então para casa por volta das 20h com noite cerrada e um calor abrasador! Escrevo-vos este post que espero que siga, visto a internet ser uma monumental desgraça por estas bandas. Amanha de manhã sigo para a selva profunda! Estou nervoso e super entusiasmado!

 







segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Dia 24, 25, 26 e 27 - Mancora - Aventuras, Desverturas e Hibernações

Dia 24 - O melhor surf de sempre

 Dia de folga, e sem viagens nem muito que fazer..., nem estou em mim! Acordei relativamente cedo e enquanto o Neuri não acordava, aproveitei a folga para... adiantar o trabalho do dia seguinte! A ideia seria ter que trabalhar poucas horas de manhã e ter o dia para curtir. O Neuri alugou uma mota enquanto eu trabalhava. Poucas ou nenhumas foram as vezes que andei de mota, sendo a última vez há uns anos com este mesmo moço em Oxford, onde prontamente me borrei todo em apenas 2-3 quarteirões. Não estava confiante, mas após muita insistência lá aceitei as boleiras! Felizmente a mota era uma 125 cansada e não a 600 que ele tinha em Inglaterra!

Saímos para dar uma volta na vila de Mancora, atravessamos as ruas empoeiradas primeiro em direcção à estrada principal e depois até ao centro! Para variar, o Neuri queria marisco, e foi por isso que procurámos e por isso que fomos defraudados! Ele pediu dois pratos principais e ficou com fome, eu pedi um prato principal (ceviche de conchas negras) e fiquei bem faminto!

Do varandim do restaurante via os surfistas ao fundo, enquanto me inspirava para lhes seguir os paços! Fui então em busca de uma escola de surf, a qual encontrei ao fim de meia duzia de metros a caminhar pelo areal. Alugues 30 Soles, aula privada 80 Soles. Sem grande regateio, a aula passou para 60S pelo que aceitei, e foi a melhor decisão que tomei!



Foi uma sessão de surf incrível, com ondas apesar de não muito grandes, muito longas e com força! Pela primeira vez surfei umas boas dezenas de metros a subir e descer a onda! Incrível! No fim os braços é que foram ao ar, mas faz parte!

No regresso, completamente moído, aproveitei para comprar o chapéu, visto que perdi o que trouxe, e o jantar take away: chimichurri (uma sandes de salsicha/chouriço com... batatas fritas lá dentro! Os peruanos e as batatas são mesmo inseparáveis!).

Chegado a casa, foi comer, banho cama! Estava morto!



Dia 25 - Morri na praia

Acordei tarde, mas dormi muito bem! Um bocado à pressa para pegar ao trabalho que não corria muito bem, e acabei algo tarde. Segui então para a praia, onde caminhei até ao centro de Mancora pela areia enquanto a maré não muito cheia o permitia. O regresso já foi mais emocionante.

Malta à boleia em cima das batatas

De volta a praia mais perto de casa, encontrei-me com o Neuri (que tinha tido uma aventura com a mota que alugou, e ficado apeado no meio das dunas) e curtimos um fim de tarda na praia com uma água morninha! Categoria! O regresso a casa, com paragem na barraquinha das empadas foi feito de mota, onde me sentia cada vez mais confiante. Leia-se menos borrado de medo!

Compramos as empadas, fritas na hora, mas nojentas por sinal! Não comi tudo. Seguimos então de tuktuk em direção a um Hostel que estava a distribuir panfletos na praia relativos a uma festa que iria haver essa noite. Nunca houve!!! Chegamos ao dito Hostel e foi-nos dito que a festa era só para hospedes e que nem valia a pena insistir... estranho publicitarem a festa na praia e depois não haver nada... adiante!



Seguimos até ao centro para beber um copo e onde o mestre marisqueiro (Neuri) não conseguiu resistir a mandar vir uma lagosta para a mesa! Eu pedi um Pisco de maracujá e depois um de manga. O pisco é um cocktail que leva clara de ovo batida no topo.

Ou foi da clara de ovo ou das empadas, ou muito provavelmente da junção de ambos, não sei! O que sei é que o resultado foi digno de uma intoxicação alimentar de proporções tailandesas (fica a referência ao que se passou há coisa de 8 anos atrás, menos uma semana).

Noite de desgraça! Fica aqui só um breve relato de uma situação caricata que tamanha a tragédia virou comédia! Imaginem, o vosso caro Gonçalo, sentado na sanita a "mijar pelo cu" (mais uma imortal referência da viagem que eu e o Rui fizemos à Asia há 8 anos), a vomitar para dentro de um balde, a fraquejar, sinto algo a tocar-me no calcanhar: uma monumental barata! Meio assustado levanto me, e quero ir lavar a cara ao lavatório, de onde sai outra barata! Uma desgraça que não me deixou de arrancar umas boas gargalhadas por volta das 4 da manhã! Rir para não chorar, certo?



Dia 26 - Hibernação

Sentia-me péssimo e pouco mais fiz do que sair para comprar maçãs para cozer, bananas, bolachas de água e sal, iogurte e água. Voltei a casa aina antes das 8 da manhã e pouco mais fiz além de cozer as maçãs...

Foi um dia de mal estar passado entre a cama e a casa de banho.



Dia 27 - Trabalha bandido!

Sem grande história, fartei-me de trabalhar pelo nada que fiz no dia anterior, mais o dia de hoje e mais o dia seguinte visto ir passar o dia em viagem para ir para a Amazónia. O destino Iquitos!

Mal saí de casa pelo que não há grande coisa a contar. Mantive a dieta para estar preparado para a amazónia e aproveitar o tour de 3 dias na reserva natural de Pacaya Samiria da melhor forma!

Umas agradáveis casinhas à beira da praia na caminhada que fiz no segundo dia

















sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Dia 23 - Viagém para, e um cheirinho de Mancora

Dia 23 - Mancora

Invariávelmente acordei cedo, mas desta vez não para trabalhar, mas sim, para apanhar um voo para Mancora, com escala em Lima. Um iogurtinho e uma fatia de bolo que tinha comprado na noite anterior foram o pequeno almoço expresso que tomei antes de apanhar o táxi para o aeroporto.


Tudo a correr bem, apesar do voo ter saído algo atrasado. Tive a sorte de ter um lugar na porta de emergência, ou seja um lugar super espaçoso! Acho que nunca tive tanto espaço para as pernas nos diversos voos que já fiz! Chegámos tarde a Lima, e a ligação era curta. Para piorar, nos voos de ligação, temos que literalmente sair do terminal, no lado das chegadas (sim, ir mesmo para a rua!) e voltar a entrar no lado das saídas. Não que seja longe, mas é um sistema pouco eficiente. Demorei muito tempo e fui literalmente a última pessoa a embarcar para Talara! Ufff, que stress! Mas tudo acabou por correr bem!
Antes de continuar, queria deixar uma pequena nota. Tenho voado com a companhia aérea Latam, e tenho pago sempre um extra para ter direito a mala de mão até 10kg e com dimensões ligeiramente maior, mas nunca houve controlo nesse sentido, pelo que poderia ter poupado algum dinheiro nesse sentido... vamos ver como corre o último voo, desta vez sem bagagem extra! Fingers crossed!
Chegando a Talara parece que cheguei ao deserto! Uma imensidão de terreno árido, pouca ou nenhuma vegetação, tudo em tons de amarelo pálido que quase fere a vista, com dezenas de perfurações e bombas de petróleo e moinhos éolicos que se estendem pelo horizonte.


Seguimos cerca de 70km para norte até Mancora, e o cenário pouco ou nada mudavam para além de uma ou outra pequena aldeia pelo caminho. Até que chegámos à orla costeira, onde o deserto e o mar se encontram e trazem alguma graça à paisagem! Estão cerca de 33 graus de um calor algo húmido que já não estou habituado!


Chegámos, deixamos as nossas coisas numa casita local (e baratinha) a cerca de 1km do centro e sem grandes condições (a porta da rua não fecha bem, e é o que mais me aflige, as redes mosquiteiras têm buracos onde consigo enfiar um dedo, e o tecto é feito de telhas de fibrocimento e telhas plásticas transparentes fazendo desta casa um forno!) E seguimos para a primeira boteca que servisse comida! Tallarines de queijo e um seco de cabrito (cabrito guisado, arroz, mandioca cozida e salada). A porção era curta, mas por pouco mais de 2€ não podia reclamar!


Comprámos água e um geladinho e seguimos para a praia. Praia longa e bonita com um braço de água paralelo à mesma. Pena esta praia estar tão suja, tanto de restos de canas e pedras, como garrafas, latas, fruta etc. Apesar dos milhentos sinais de "ajudem a manter a praia limpa" a mesma encontrava-se imunda. Um pouco triste, na verdade.


Seguimos então em direcção ao centro por entre ruas de terra, até chegarmos à rua principal onde seguimos caminhando até ao centro. Já era de noite e não deu para ver a praia, mas deu para caçar uns bancos onde se pudessem fazer levantamentos sem taxas (a maior parte deles cobravam 25 soles, quase 6€ por levantamento, GATUNOS!), dar uma vista de olhos nas bancas de artesanato local, fruta, roupas, tudo! Todo o centro é uma feira! Uma curiosidade, quanto mais viajo, mais turistas vejo!

Jantei um bife (?!) de peixe espada grelhado, bem condimentado com batata frita, arroz e salada que me encheu as medidas apesar de não ser o que estava à espera. E seguimos viagem até casa. Quase a chegar reparo que me esqueci da minha mochila pequena no restaurante... momento de panico!!! Apanhei um tuktuk para trás e lá estava  mochila! Bendita honestidade peruana! Segui então novamente a pé até casa numa noite agradável, para encontrar uma casa bem quente... o barulho da ventoinha na velocidade máxima não me impediu de dormir... estava de rastos!

















quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Dia 22 - Último dia em Cuzco - Ruínas Incas

Dia 22 - Ruínas Incas na despedida de Cusco

Acordar antes das 7 da manhã já começa a ser um hábito! Trabalhinho começa-se na cama e segue-se no cafézinho do costume com a minha granola clássica de despedida, visto que amanhã voo para Talara, para ir para Mancora, zona de praia a cerca de 2000km a norte daqui, encostado à fronteira com o Equador. Estou algo nostálgico ao deixar Cusco, porque realmente gosto e habituei-me a esta vida cusquenha, mas ansioso para voltar ao nível do mar e poder respirar normalmente, voltar a ver o mar e uma praia de areia de baixo de um sol agradável! E surf! Estou ansioso! Esperemos que por aquelas bandas não hajam ouriços!

Após uma produtiva manhã de trabalho que acabou por volta do meio dia, decidi aproveitar o último dia em Cusco para visitar as ruínas nos arredores da cidade.

Vista panorâmica do Saqsaywaman

Antes de procurar o autocarro que me levaria a uma das colinas que circunda Cusco, passei pelo mercado para comprar um par de empadas (menos de 1€ as duas) para comer pelo caminho. O autocarro que me levaria ao meu destino apanha-se numa zona muito viva da cidade com muito trânsito, vendedores de rua, transeuntes, etc. Completamente perdido fui salvo por um misto de tentativa e erro com a simpatia local que me indicou o local correcto para apanhar o meu transporte (cerca de 25 cêntimos)!
Calendário Solar do Saqsaywaman

Segui viagem até às ruínas de Saqsaywaman, uma antiga fortaleza Inca, construída para a defesa do império contra tribos invasoras. Hoje apenas 20% desta fortaleza se encontra de pé, visto que o restante foi destruído e usado pelos conquistadores espanhóis para a construção de casas e igrejas. Grande parte do complexo, inclusivamente o calendário solar encontrava-se interdito. 

Incríveis os encaixes das pedras no Saqsaywaman

Vista de Cusco e com realce para a Plaza de Armas vista de cima

Daqui segui a pé até ao Cristo Blanco, uma estátua totalmente branca de Cristo que vigia Cusco desde as montanhas. Seguindo caminho montanha a cima a próxima paragem foram as ruínas de Q'Enqo, onde se supõe ter sido um templo, mas que poucas ou nenhumas provas do mesmo existem, sendo que também há teorias do mesmo poder ter sido um altar, tumba, anfiteatro ou tribunal! Todavia é consensual que não terá sido um McDonalds!

Q'Enqo

Daqui à próxima paragem apanhei um autocarro, trocando 25 cêntimos pela saúde das minhas perninhas 5km montanha a cima! Chego então a Puka Pukara, que significa Fortaleza Vermelha, devido às pedras ferruginosas da região que ganham uma coloração rosada. Antiga fortaleza Inca usada na defesa de Cusco.

Puka Pukara

Mais uma breve caminhada (por maus caminhos, visto ter entrado nas ruínas de Tambomachay, um dos mais cobiçados banhos Incas pela parte de cima das ruínas que além de zona interdita, me fez desviar das bilheteiras (se bem que já tinha pago o bilhete para as 4 ruínas, apenas não piquei o bilhete). Local composto por aquedutos, canais e cascatas, que antes também eram rodeados por um grande jardim regado por um complexo sistema de regas. Aqui também era um local de culto à água.

Tambomachay

Cansado, mas satisfeito, apanhei um autocarro que me trouxe de volta ao centro de Cusco. Aproveitei para dar uma vista de olhos no Qorikancha, um antigo tempo Inca de dicado ao Sol, onde o chão e as paredes eram totalmente cobertas de ouro. Templo que parcialmente destruído e usado como base para a construção da Igreja e Convento de Santo Domingo. Em 1950 um terremoto destruiu parte da igreja, mas deixou intactas as fundações do templo Inca, sendo hoje um misto dos dois edifícios. Apenas vi por fora, mas ficou a curiosidade de o visitar... talvez numa futura oportunidade!

Qorikancha

Tempo de umas comprinhas (lanternas para quando for para amazónia) e umas comidinhas para jantar e pequeno-almoço do dia seguinte, visto que as temos um voo matinal e temos que sair cedo!

Amanhã já vos escrevo da praia!











terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Dia 19, 20 e 21 - Trabalho de manhã e chuva à tarde

Dia 19 - Regresso ao trabalho! 

Sem grandes histórias, acordei por volta das 7 com um nervoso miudinho e sem vontade de nenhuma de trabalhar no regresso destas "férias" de 3 dias. 

Comecei devagarinho, mas tive que sair para ir buscar a roupa lavada e ir para um café tomar o pequeno-almoço e poder sentar-me e trabalhar numa mesa para aumentar um pouco a produtividade. Acabei por comer o pequeno-almoço e o almoço por cá e despachei o trabalhinho todo por volta das 13h! 

Encher o bandulho enquanto se trabalha!

Correu bem! Só tenho uma breve tarefa a fazer às 15.30 mas que se faz em 5 minutos e posso fazer directamente no telemóvel!

Entretanto, regressei ao quarto de chinelos, calções e t-shirt neste um agradável dia de sol. Deixei o computador e quando me preparo para sair, começo a ouvir um barulho ensurdecedor!!!

Uma valente tempestade de granizo começa a cair, e no meu hostel grande parte dos telhados são de placas de PVC o que amplia o som do granizo a cair de uma forma incrível! Isto durou uma boa meia hora até o granizo virar chuva! Alegadamente estas mudanças de clima abruptas são algo bastante normal nas terras altas! 

Parece que me resta uma tarde de relax e por algumas coisas em dia!



Dia 20 e 21 - Trabalho e chuva

Dois dias muito parecidos, a acordar cedo a tentar despachar o trabalhinho cedo para poder ir explorar as partes da cidade mais afastadas do centro, mas a chuva não deixou, nem segunda, nem terça!

Acabei por ir almoçar em ambos os dias ao mercado, onde sai muito em conta, se bem que é um bocado uma selva COVID na parte das refeições. Todavia há imensos sítios onde lavar as mão e à entrada somos aspergidos com álcool nas mãos para matar as bichezas! De notar que as doses de comida além de baratas (cerca de 3€ a dose) são sempre muitíssimo bem servidas e a sopa (especie de canja, mas sem carne) e a bebida (sumo de maracujá morno!?) são oferecidas!

Aproveitei para comprar mangas, empadas e um bolinho para ter que roer à noite!

Curioso como regra geral de manhã tem chovido, a hora de almoço um sol agradável, digno de andar de calções e chinelos, mas de repente, como que em 5 minutos o sol desaparece, as nuvens negras cobrem o céu e as pingas de chuva começam a ficar cada vez mais e mais abundantes. Já parece rotina!

Ficam algumas fotos do mercado, na esperança de amanhã ter mais para contar!

Banca das frutas

Banca dos frutos secos

Banca dos queijos

Banca das especiarias

Também tratei de marcar os voos para Iquitos e um tour (caríssimo) de 3 dias na selva amazónica no parque natural de Pacaya Samiria, a maior reserva natural do Peru! Esperemos ver muita bicarada!

domingo, 2 de janeiro de 2022

Dia 18 - Regresso a Cuzco de rastos!


Dia 18 - Regresso a Cuzco

Bom dia, bom ano! 

Nascer do sol na Plaza de Armas, Cusco

Pouco passa das 5 da manhã e chego ao terminal de autocarros em Cusco, onde prontamente apanho um táxi para o centro, a Plaza de Armas, onde tenho muito tempo para queimar até poder entrar no quarto que reservei.

Aproveitei para responder a algumas mensagens e votos de bom ano de família e amigos (em Portugal são mais 5 horas do que no Peru). E dar umas voltas pela Plaza de Armas, onde a catedral estava aberta com entrada grátis para a missa, quis ir espreitar, mas apenas deixavam entrar peruanos. Ficou o lamiré do exterior!

Por volta das 7 alguns cafezinhos começavam a abrir, pelo que esperei que o meu favorito abrisse e lá fui eu virar mais uma pratada de iogurte com granola! Já me conhecem e me tratam pelo nome por aqui!


Fiz tempo enquanto comia e aproveitei para escrever um pouco e adiantar om trabalho de Domingo, visto que o regresso ao trabalho, depois desta cansativa viagem que realmente soube a férias, não iria ser fácil!

Relaxar antes do regresso ao trabalho era a missão do dia 1 de Janeiro e então comecei com uma massagem Inca, que é sem dúvida mais relaxante do que a massagem tailandesa que há uns anos fiz nas montanhas perto de Chiang Mai. Curioso como quando viajo acabo por fazer uma massagem no fim de Dezembro ou início de Janeiro, e SEMPRE nas montanhas... vá se lá saber!

Segui então para o alojamento que tinha marcado (onde tinha ficado antes), mas a dona baralhou-se com as reservas e não tinha quarto para mim, então tive que procurar à pressa por uma alternativa, ficou um bocado mais caro do que estava à espera, mas o problema ficou resolvido!

Instalado, tinha 3 missões para o dia:

1. Almoçar bem - Missão cumprida! Para variar mais uma alpaca (que acaba por ser o prato que mais comi por estas bandas, com diferentes variações. Desta vez grelhada com guisado de vegetais em aji amarelo! Vi no menu um sumo de uma fruta esquisita, e óbvio que tive que experimentar! Cupuaçu é um fruto tropical proveniente da selva amazónica da família do cacau. Com as suas sementes também se pode fazer cupulate (uma espécie de chocolate). Fiquei curioso para experimentar!

Um pequeno altar com uma pequena amostra dos tipos de batata presentes no Peru

2. Arranjar uma lavandaria que me lavasse e secasse a roupa, mais tardar, de um dia par o outro - Feito!

3. Levantar dinheiro sem comissões - Missão igualmente cumprida! Agora sei que o Banco BCP permite levantamentos de até 700 soles por transação sem comissões! De fugir levantar dinheiro nas farmácias visto o levantamento máximo ser baixo e as comissões por levantamento altíssimas (19 soles)!!! 

Após completar as minhas missões passeei um pouco pela cidade, encontrei-me com o Neuri para planear os próximos dias e deitei me por volta das 19h visto estar de rastos! Vi um filme mauzinho mauzinho (Don't look up) e dormi!









sábado, 1 de janeiro de 2022

Dia 17 - Taquile e regresso a Cuzco

 

Dia 17 - Taquile e regresso a Cuzco

Dormi bem, mas tive que acordar cedo para tomar o pequeno-almoço e descer até ao cais. O ponto de encontro era às 7.30 e cheguei ligeiramente atrasado. Dormitei um pouco na viagem de cerca de uma hora de Amantani a Taquile, visto estar completamente de rastos!


Muito controlo covid à entrada desta ilha com cerca de 2000 habitantes: mascara dupla, medir temperatura, desinfectar os sapatos e lavar as mãos antes de poder subir mais uma infernal montanha! As vistas, o sol e a água do lago, para variar faziam contrastes incríveis.

Aproveitei o meu sofrimento para ganhar afinidades com os pobres locais a acartar mercadoria dos barcos montanha a cima e ainda trocámos algumas impressões. Quase ninguém sabe onde Portugal é, ou o que é!


Subimos até à praça principal e depois até ao tempo no topo da montanha, como se ainda não estivesse farto de de subir aos 4000m. Esta ilha era igual anterior sem sinal de telefone a não ser no cume!

Regressámos à praça principal para uma demonstração de danças e musicas locais (para turista ver) e almoçámos na coperativa local antes de voltarmos para o porto no outro lado da ilha descendo 540 degraus (pelo que me foi dito, obviamente não contei).

                    

Regresso de barco até Puno e 5 horas a queimar! Escrevo-vos perto das 19h locais com mais duas horas até ao meu autocarro! Tempo perfeito para por o blog em dia e fechar 2022 sem "dívidas"!

Com uma hora e meia a queimar, saí à rua para comer para me deparar com uma loucura de trânsito, mercado de rua, tudo! Parece que em Puno iria haver recolher obrigatório e toda a gente estava a querer fazer as compras de última hora para a festa de ano novo. Encontrei um cafezinho de comida saudável dentro de um centro comercial onde comi um hamburger (comida saudável, certo?) e uma limonada morna com canela e muña (uma espécie de menta das montanhas) que foi incrivelmente agradável! 

Hora de apanhar o taxi e começa a chuviscar! Para além da loucura do trânsito, a chuva fez com que toda a gente quisesse apanhar um taxi para casa de maneira em que os mesmo escasseavam! Esperei, desesperei e andei! Comecei a caminhar em direcção ao terminal de autocarros, mas felizmente consegui apanhar um taxi a menos de meio caminho. 

Chegado à estação tinha bilhete para as 9 da noite, que me foi dito que estava cerca de hora e meia atrasado, mas eu poderia mudar o meu bilhete para o autocarro das 7.15 (eram 8.30 quando tratámos desta mudança) que com alguma desconfiança aceitei. O autocarro não saiu antes das 9 da noite, portanto é como se tivesse apanhado o autocarro certo à primeira!

Oito horas de viagem até Cuzco, até lá...

Votos de bom ano de 2022 a todos!